Turistas que vieram para o Carnaval garantem retorno a BH

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Quinta-feira, 23 Março, 2017

por: ASCOM / Observatório do Turismo de Belo Horizonte

O aumento da presença de turistas na cidade foi de 240% em relação a 2015

Foto: André Fossati

Com o objetivo de traçar o perfil dos visitantes e moradores de Belo Horizonte que participaram do Carnaval em 2017, a Belotur realizou, por meio do Observatório do Turismo, em parceria com a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG), uma pesquisa sobre o perfil dos foliões durante o evento que ocorreu entre os dias 25 e 28 de fevereiro. Foram levantados dados socioeconômicos, hábitos de consumo e gastos do folião, avaliação da infraestrutura (banheiros, limpeza, segurança, trânsito entre outros), serviços oferecidos pela cidade, bem como sua satisfação em relação ao evento.
“Os estudos são fundamentais para que possamos definir estratégias futuras, potencializando pontos positivos percebidos pelos cidadãos e turistas, e propondo melhorias. Outro ponto fundamental é entender como o fluxo turístico do Carnaval tem movimentado a economia na capital e, a partir dos dados, verificar oportunidades para maximizar o potencial de desenvolvimento econômico do evento que já tem demonstrado extrema relevância”, comenta Aluizer Malab, presidente da Belotur.
Para o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria, a pesquisa é essencial para traçar as estratégias de gestão e do setor de forma ampla. “O estudo fornece dados que nos permite criar políticas eficazes para as atividades que envolvem o setor alcançando resultados positivos em relação às demandas desenvolvidas pela nossa equipe. A pesquisa do Carnaval de Belo Horizonte se aliará com os resultados das demais pesquisas conduzidas pelo Observatório do Turismo em parceria com prefeituras e universidades, possibilitando uma visão geral dos eventos em diversos municípios do Estado. Assim, será possível comparar os resultados entre os municípios e analisar um possível impacto do Carnaval de Belo Horizonte nos demais destinos, facilitando a elaboração de um planejamento mais efetivo para os próximos anos”.
De acordo com a pesquisa de Belo Horizonte, a maioria dos visitantes (78,6%) e dos moradores (76,8%) avaliou que o evento superou ou atendeu plenamente suas expectativas, manifestando alta satisfação com a experiência vivida no carnaval da cidade. Entre os visitantes que declararam ter participado em edições anteriores, 66,3% afirmaram que o evento melhorou e mais de 90% têm a intenção de retornar em 2018. Assim como em 2016, a Pampulha foi o atrativo mais citado pelos visitantes que pretendiam visitar outros pontos na cidade. Entre os fatores influenciadores para permanecer na cidade, o belorizontino destacou a questão financeira (17,2%), comodidade (16,9%), qualidade do evento (14,2%) e o custo beneficio (5,6%).
De acordo com o estudo, Belo Horizonte contou com um número recorde de visitantes durante o Carnaval de 2017. Participaram do evento, por dia, uma média de 845.963 pessoas, sendo 697.073 (69,4%) moradores e 148.889 (17,6%) visitantes, totalizando um fluxo de 3 milhões de foliões. A maioria (67,4%) dos visitantes veio do interior de Minas Gerais, seguido pelos estados de São Paulo (15,4%) e Rio de Janeiro (5,3%). O aumento da presença de turistas na cidade foi de 240% em relação a 2015.
Os visitantes participaram, em média, de 3,6 dias no Carnaval e tiveram um gasto médio diário, per capita, de R$171,30, totalizando um gasto médio de R$607,47 durante todo o evento. Desse modo, o Carnaval de 2017 gerou uma receita turística direta para Belo Horizonte estimada em R$91,8 milhões o que significa um aumento de 459% no período de 2015 a 2017, sem considerar os efeitos multiplicadores na economia da cidade. Já os moradores apresentaram um gasto médio durante todos os dias do evento de R$303,50, gerando uma receita direta estimada em R$255,6 milhões.
A estimativa da movimentação financeira na hotelaria superou os R$6 milhões esperados e teve pico de 66,4% de ocupação no dia 26 de fevereiro. A taxa média da ocupação aumentou 12% em relação a 2016. A maioria dos turistas se hospedou em casas de amigos e parentes (84,7%), seguida de hotéis (9,8%) e casa própria ou alugada (4,2%).
Entre os aspectos que mais agradaram os visitantes estão as pessoas (22,2%), os blocos de rua (18,7%), a organização (9,8%) e o clima de alegria e animação (9,3%).  Já, entre os aspectos que os visitantes menos gostaram apareceram alimentos (22,7%), atrasos (22,2%) e banheiros (13,3%). 
Tanto o turista como o morador aprovou, pontuando com 9,5, a manutenção do investimento da Prefeitura de Belo Horizonte no evento. Já a avaliação geral do evento, em uma escala de zero a dez pontos, atingiu o valor de 8,3 pontos na opinião do turista e 8,1 pelos moradores.
Os perfis socioeconômicos do morador e do visitante se assemelham. O turista, em sua maioria, é homem (53,4%), solteiro (83,8%), tem nível superior (36,6%), idade média de 30 anos e renda familiar mensal entre 5 a 10 salários mínimos (34,6%). O morador revela a maior parte sendo mulher (54,3%), solteira (64,8%), tem nível superior (40,7%), idade média de 33 anos e renda familiar mensal entre 5 a 10 salários mínimos (29,3%).
Os moradores utilizaram como principal meio de transporte para chegar ao evento veículos particulares tais como carro ou moto (26,0%), seguidos de perto pelo uso dos aplicativos de transporte (25,9%), ônibus (17,8%), deslocamento a pé (14,1 %), metrô (10,2%) e táxi (5,8%). Já os visitantes optaram, em sua maioria, pelos aplicativos (37,7%), seguidos de deslocamentos a pé (20,2%), carros e motos (18,3%) e táxi (8,6%).  Vale destacar que o metrô trabalhou em horário estendido (três horas a mais do que o habitual) e atendeu mais de 887mil passageiros no período.
Foram aplicados 1.299 questionários em 11 blocos de rua. O estudo possui uma margem de erro de 2,7%.  A pesquisa está disponível para consulta no site: www.belohorizonte.mg.gov.bre também no www.observatorioturismo.mg.gov.br.
 

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