BH a capital do corpo em movimento
O corpo fala. E a dança é a mais bela forma de transmitir as mensagens que os movimentos do corpo emitem. Quando se trata desse assunto, o Grupo Corpo, reconhecido como uma das maiores companhias de dança do Brasil, é destaque.
Em 1975, um grupo de amigos que estudavam dança em Belo Horizonte tiveram a brilhante ideia de fundar uma companhia que fosse capaz de profissionalizar a dança e inserir a capital mineira no cenário da dança do país. “Nós não tínhamos nome, não tínhamos dinheiro, não éramos conhecidos. Tínhamos somente a certeza do que queríamos: levar a nossa arte para o mundo”, afirma Rodrigo Pederneiras, fundador e coreógrafo do Grupo Corpo.
O sonho se tornou realidade e, hoje, a companhia é reconhecida internacionalmente. Mas levar a dança mundo a fora e divulgar Belo Horizonte, fazer sucesso e ainda permanecer na cidade natal, não foi uma trajetória nada fácil. Com um vasto repertório de espetáculos apresentados em todo o circuito da dança mundial, a companhia completa 35 anos e tem orgulho de ter nascido na capital mineira.
“Maria, Maria” sucesso criado em Belo Horizonte
A estreia do Grupo foi em 1976, no Grande Teatro do Palácio das Artes, com a peça “Maria, Maria”. “Nós não queríamos fazer coisas que não fossem relevantes no cenário da dança no país. Por isso, o nosso primeiro convidado foi Milton Nascimento, que já era um nome de grande expressão no Brasil”, afirma Rodrigo. Com música assinada por Milton Nascimento, roteiro de Fernando Brant e coreografia de Oscar Araiz, “Maria, Maria” ficou em cartaz durante seis anos, numa turnê que passou por 14 países. “Tivemos muitas dificuldades, era uma superprodução sem patrocínio, mas deu certo como nada havia dado certo antes no Brasil”, conclui.
O mundo quer participar de uma companhia mineira
Depois do sucesso de “Maria, Maria”, e de 35 anos de história, o Grupo está inserido no cenário cultural do mundo. Com um vasto repertório de 32 espetáculos, o Grupo Corpo ainda se mantém na capital mineira e traz para BH os melhores bailarinos nacionais e internacionais. Exemplo disso é a vinda do bailarino cubano, Elias Rodriguez Bouza, formado pelo Ballet Nacional de Cuba. “Vi em um jornal que o Grupo Corpo estava selecionando novos bailarinos, conversei com alguns amigos que já conheciam o Grupo e me animei de participar do processo de seleção”, conta Bouza, que é um dos integrantes do balé do Grupo Corpo.
Produto de Belô
A companhia foi fundada em Belo Horizonte, pelos irmãos Paulo [diretor], Rodrigo [coreógrafo], Pedro e Miriam Pederneiras juntamente com os amigos Carmen Purri e Cristina Castilho. Em 1978 se junta ao grupo Emilio Kalil, que assume a codireção junto com Paulo Pederneiras. O bailarino Edson Hayser, acredita que o Grupo Corpo é definitivamente um produto de Belo Horizonte que leva a arte mineira para o mundo. Já a bailarina mineira Gabriela Junqueira, que faz parte do grupo há quase cinco anos, não pensa em sua vida fora de BH. “Estar em um grupo que tem sede em Belo Horizonte faz com que eu não perca minhas raízes”, afirma.
Para os fundadores do Grupo, não existe possibilidade de mudar a sede do grupo para outra capital do país. “Ficar em BH não é somente por questões financeiras mas permanecer aqui para muitos dos bailarinos do Grupo Corpo traz uma grande sensação de aconchego”, conclui o diretor e coreógrafo do Grupo.

O Grupo Corpo Cidadão desenvolve trabalho de arte-educação em locais de vulnerabilidade e risco social de Belo Horizonte e Região Metropolitana. Cria oportunidades de desenvolvimento por meio da música, dança e artes visuais, além de contribuir para a formação de cidadãos competentes autônomos e solidários.
Assista a uma apresentação do Corpo Cidadão
http://www.youtube.com/watch?v=iw7foat-RTQ
Saiba mais em http://www.corpocidadao.org.br










