A baiana que trouxe o acarajé para BH

Dona Natalice vende acarajé há 40 anos na Feira de Artesanato e já se sente mineira de coração

Já imaginou comer um típico acarajé da Bahia bem no centro de Belo Horizonte? Sim, na capital mineira dos bares e do pão de queijo, saborear o quitute é possível, graças à famosa barraquinha de Natalice Barbosa da Conceição, a baiana que resolveu vender o delicioso bolinho de feijão na Feira da Afonso Pena.

Quem chega à Feira de Artesanato tem à sua disposição várias iguarias da culinária brasileira: churrasquinho, tortas, salgados, doces, camarão, milho verde, pamonha, e o especialíssimo acarajé da Dona Natalice. Ela aprendeu a fazer o bolinho com a mãe, ainda na terra natal, mas foi em BH que aprimorou a receita que conquistou o paladar mineiro.

Somados os anos de trabalho, quando a feira ainda era realizada na Praça da Liberdade, Natalice já completou 40 anos como vendedora de acarajé na capital mineira.  Todos os domingos, mais de 300 são consumidos e a baiana diz que não tem vontade de vendê-los em outros lugares. “Eu gosto de fazer acarajé aqui pra feira. Muita gente pergunta se faço durante a semana pra entregar ou mesmo pra festas” e a resposta da cozinheira é sempre negativa.

Trabalhando sempre ao lado dos filhos e netos, a baiana – que já virou mineira – prepara a massa do bolinho de feijão em casa e traz tudo pronto para agilizar o atendimento aos vários clientes. Aos 67 anos de idade, Natalice se orgulha de nunca ter deixado de trabalhar um domingo sequer, “não perco nenhuma feira, sou muito saudável. Dizem por aí que sou fominha de feira”, brinca.

No início a acarajezeira viu na feira uma maneira de sustentar a família com criatividade, já que poucas pessoas vendiam o produto em BH. Conquistou uma clientela cativa que sempre marca presença em sua barraquinha. Além de clientes, a alegria e bom papo da baiana conquistaram também muitas amizades na feira. “Aqui é uma terapia pra minha vida. Eu tenho uma satisfação enorme de trabalhar na Feira da Afonso Pena e ter conquistado tudo o que eu tenho pelas minhas próprias mãos” orgulha-se.

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