Mergulho | Novo coletivo de teatro

Divulgação

Data: de 14.03.2018 até 26.03.2018

Local: Teatro Marília

Uma piscina semi olímpica foi construída na casa dos irmãos Márcia e Luiz, pois os pais queriam colher frutos valorosos de um possível campeão e exibir a bela piscina aos vizinhos de um bairro provinciano da capital. Quando crianças, um acidente na piscina significou uma cisão entre os irmãos, uma ruptura na conexão entre eles e uma desconfiança mutua. Luiz deixou a casa quando a mãe morreu. Márcia ficou e, curiosamente, cuida da piscina meticulosamente. A peça se passa no dia de comemoração do aniversário de Márcia que, ao acordar, deparou-se com um buraco no meio da sala. Luiz sempre aparece nesta data e tenta convencer a irmã de vender a casa. Em meio à situação inusitada, os irmãos fazem um mergulho no passado e na memória que cada um converteu em conflito, em dúvidas profundas e em vontades encobertas. Para apresentar um possível remédio à crise, aparece o terceiro personagem: o insólito bombeiro Hélio - vizinho prestimoso - disposto a revelar o que supostamente teria provocado um buraco na sala daquela casa antiga.
 
Para dirigir o espetáculo e elaborar a dramaturgia, foi convidada a diretora Rita Clemente, que propôs ao coletivo a utilização de sua pesquisa sobre escrita de cena para a concepção cênica e dramatúrgica de “Mergulho”. O contexto teve inspiração inicial em assuntos que vão de Nietzsche a Platão, passando por Jacques Derrida e leva para a cena dois polos de discussão tão atuais quanto arquetípicos: o caráter asséptico do homem contemporâneo, que combate tudo que lhe causa dor ou sofrimento, entendendo como doença, muitas vezes, o que o constitui como ser humano; e a reflexão sobre decadência de valores do mundo atual.
 
Para a diretora, a covardia se traduz na necessidade que temos de instrumentalizar a vida. “Por conta do medo ou da incapacidade de aceitá-la ou entendê-la na sua legítima imperfeição e absoluta instabilidade, perdemos a coragem para enfrentar o mundo. Contraditoriamente, quanto mais o mundo nos oferece imensas possibilidades, mais medo temos de enfrentá-lo num mergulho vertical, porque o medo é nossa única certeza”, conclui.
 
O Novo Coletivo de Teatro
Espaço de experimentação e compartilhamento de ideias. Assim é definido o Novo Coletivo, formado pelos atores André Senna e Bruno Figueroa. O encontro inicial se deu pelo desejo de desenvolver uma pesquisa em artes cênicas que unisse as experiências individuais e o treinamento de atores. Um argumento nascido de uma leitura em comum deu origem ao projeto “Tênue”, aprovado na Lei Municipal de Incentivo à Cultura, que viabilizou a primeira montagem em parceria com outros criadores e marca o início dos trabalhos do coletivo.
 
O coletivo se configura como uma dupla de atores que busca desenvolver processos de criação e reflexões através da parceria com outros artistas convidados. Um espaço que surge da expressão de um desejo e se concretiza na busca pelas possibilidades de, a partir da troca de experiências e do diálogo entre linguagens, ser ao mesmo tempo um meio de investigação, treinamento, formação e comunicação com o público.
 
Ingressos pela Sympla.
Vendas também na bilheteria do teatro, 2h antes do espetáculo.
Ingressos limitados à lotação da casa. 

Informações Adicionais:

Horários: Quarta a segunda - sempre às 19h

Classificação indicativa: 14 anos | Duração: 70 minutos 

http://www.facebook.com/novocoletivodeteatro

Telefone: 31 3277-4697


Alguns eventos deste espaço:

26.09.2018

Anjos

A peça aborda a questão da violência sofrida pela mulher e a banalização do feminicídio, apresentando uma linguagem sensorial e inclusiva às pessoas com deficiência auditiva e visual.