Lacan na Academia – conversando com a literatura

Divulgação

Data: de 14.03.2018 até 20.03.2018

Local: Academia Mineira de Letras

A Academia Mineira de Letras (AML) e a Escola Brasileira de Psicanálise -Seção Minas Gerais (EBP-MG), por meio de uma parceria, lançam o programa “Lacan na Academia – conversando com a literatura”, série de sessões de literatura comentada por importantes psicanalistas, como Antônio Teixeira, Sérgio de Castro, Márcia Rosa e Ram Mandil e convidados. As sessões pretendem abordar interseções entre a literatura e a psicanálise, em encontros mensais, durante todas as terceiras quartas-feiras de cada mês, às 19h30, no auditório da AML.
 
A iniciativa parte do pressuposto de que bem antes da psicanálise, a arte da literatura faz pousar na letra o que não cessa de não se escrever na vida. Ambas se servem da letra como uma instância e testemunham como escrever é, para o ser falante, um esforço de fixar algo pela ficção da escritura. Afinal, o que conta numa análise é a forma singular como cada um articula palavras e silêncios ao que se lembra e ao que esquece e, consequentemente, ao que se escreve.
 
A Academia Mineira de Letras é mantida mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, no âmbito do Plano Anual de Manutenção AML, realizado com patrocínio do Instituto Unimed-BH, por meio do incentivo fiscal de mais de 4,7 mil médicos cooperados e colaboradores. A Academia integra o Circuito Liberdade.
O que o encontro da psicanálise e da literatura pode provocar é o ponto de partida que anima a parceria entre a EBP-MG e a AML. “É importante notar que o psicanalista ao contrário do que se pensa, não é aquele que escuta: é antes aquele que lê no que ouve a escritura de um desejo, ou de uma vontade, de gozo que pulsa no corpo falante enquanto tenta encontrar, na estrutura da linguagem, um modo de o bem dizer”, explica Fernanda Otoni – diretora da EBP-MG.
 
Nesta primeira edição, serão quatro encontros sob o tema “O feminino, seus corpos e mundos”, por meio da leitura de autores brasileiros, do século XX, que permitirão levantar o véu do prenúncio da expressão do feminino fora das bordas e bordados da intimidade do lar. Os encontros propõem verificar se o feminino já pulsava instalado no corpo literário de Nelson Rodrigues, Oswald de Andrade, Guimarães Rosa e Clarice Lispector.
 
Programação:
– 14 de março: O Demônio do feminino em Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. Com Antônio Teixeira e Gustavo Jardim.
– 18 de abril: O declínio do patriarcado em Oswald de Andrade. Com Sérgio de Castro e convidado.
– 16 de maio: “E não passava de uma mulher… inconstante e borboleta”, em Clarice Lispector”. Com Márcia Rosa e convidado.
– 20 de junho: O feminino: corpos e mundos em Nelson Rodrigues. Com Ram Mandil e convidado.

http://academiamineiradeletras.org.br

Telefone: 31 3222-5764

Entrada Franca