Estádio Governador Magalhães Pinto - Mineirão

NOVO MINEIRÃO

Um dos mais tradicionais estádios do Brasil passa por um processo de modernização e será reinaugurado em 21 de dezembro de 2012. Como legado, o Brasil e, principalmente, Minas Gerais receberá uma arena multiuso nos moldes dos estádios mais bem sucedidos do mundo. Um presente para um povo verdadeiramente apaixonado por futebol. Isso explica porque os jogos de América, Atlético e Cruzeiro no Mineirão reúnem uma das melhores médias de público do futebol do Brasil.


MINEIRÃO PARA TODOS
Para que o Mineirão seja uma arena multiuso, o projeto de modernização prevê a construção de uma área de 80 mil m2 e capacidade para 64 mil pessoas no entorno do estádio. A esplanada será um dos grandes espaços de convívio social de Belo Horizonte, um verdadeiro parque suspenso com restaurantes, lojas, estacionamento e ainda o museu do Futebol. Um espaço para atividades de lazer, cultural, religiosas e de diversas modalidades esportivas com estrutura confortável e segura para o fluxo adequado de grandes públicos.
• 64.000 assentos, alguns a poucos metros do campo.
• Área vip com 80 camarotes, restaurante panorâmico e lounges.
• Estacionamento com 1.534 vagas cobertas e 987 descobertas, todas com controle de segurança.
• Área de imprensa para 2.867 jornalistas, 1.000 mesas de trabalho e 390 lugares para comentaristas. Haverá ainda sala de conferência, área para entrevistas e estúdios de transmissão.
• 7.000 m2 para atividades comerciais.
• 1.630 m² para o Museu do Futebol.
• Esplanada no entorno do estádio com 80.000 m² e capacidade para 64 mil pessoas.
• Uma das metas da modernização do Mineirão é obter a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), que atesta a arena como um empreendimento ambientalmente sustentável.
• 92% dos resíduos da obra serão reaproveitados.
• Cobertura com tecnologia para captar energia solar e transformá-la em elétrica.
• Reaproveitamento da água de chuva em um reservatório de aproximadamente 6.000 m3, o suficiente para abastecer por três meses parte do estádio.

Veja mais em: www.novomineirao.mg.gov.br

 

HISTÓRIA

No início da década de 1950 começam a surgir projetos para a construção de um grande estádio em Belo Horizonte. As arenas dos três principais times da capital mineira – América, Atlético e Cruzeiro - eram insuficientes para a demanda dos torcedores. E o maior estádio então disponível, o Independência, era desconfortável para o público, além de não oferecer boas condições para a imprensa.

A proposta escolhida foi a do Estádio Universitário, a ser erguido na Pampulha, em terreno cedido pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. O "Estádio Minas Gerais" foi criado com a lei 1.947 de 12 de agosto de 1959, assinada pelo governador Bias Fortes. Parte dos recursos seria obtida com a destinação de 10% das receitas da Loteria Mineira. A capacidade do projeto inicial, que comportaria 30 mil pessoas, foi ampliada para 100 mil pessoas, tarefa dos arquitetos Eduardo Mendes Guimarães e Gaspar Garreto,

O novo estádio ganhou relevância na engenharia nacional não só por suas dimensões gigantescas, mas por apresentar inúmeros avanços na construção civil. A equipe de engenheiros, liderada por Gil César Moreira de Abreu, buscou superar em eficiência o que havia de melhor em solo nacional, o Maracanã, e até mesmo internacional. Em 1964, foi até Tóquio conhecer as inovações das arenas recém-erguidas para as Olimpíadas.

Foi preciso formar mão de obra qualificada, como armadores, pedreiros e carpinteiros. Entre agosto de 1964 e julho de 1965, mais de mil operários trabalharam em tempo integral, divididos em três turnos, para entregar ao país o mais moderno estádio do mundo. O gasto final da obra foi de 10 milhões de cruzeiros.

A inauguração foi em 5 de setembro de 1965, com uma partida entre a Seleção Mineira e o River Plate, da Argentina, com um público de 73.201 pessoas. Na partida inicial, o combinado estadual venceu por 1 a 0, com gol do jogador do Atlético, Buglê. Já o primeiro jogo oficial do estádio ocorreu entre Esporte Clube Siderúrgica – campeão mineiro de 1964 – contra o Atlético Clube Goianiense, jogando a decisão da chave central da Taça Brasil de 1965. O recorde de bilheteria foi no Campeonato Mineiro de 1969, com 123.351 pagantes vendo o Cruzeiro vencer o Atlético por 1 a 0 – recorde de público pagante do Mineirão em toda a sua história. 

  • Belo Horizonte
  • Apoio: Belotur
  • Prefeitura de Belo Horizonte