Patorroco - Cozinheiro por profissão e jipeiro por paixão

Patorroco - Foto Rafael Barbosa
Patorroco - Foto Rafael Barbosa
A capital é repleta de bares e muitas histórias interessantes começaram nas mesas de boteco. Uma dessas histórias é a de um bar com cara de quintal de casa e com público todos os dias da semana. O lugar é bem peculiar e o nome surgiu da voz roca do proprietário: “Minha voz era bem mais grossa e todos me chamavam de Patorroco. O apelido pegou e hoje as pessoas me conhecem assim”, conta Marcos Proença.

O bar Patorroco está localizado no bairro Prado há oito anos. “Tudo começou com uma porta e o desejo de fazer o Clube do Whisky com alguns amigos, para degustarmos a bebida original, sem adulteração. Como sou cozinheiro, fazia alguns petiscos e o bar foi tomando uma proporção bem maior. Quando assustei, já tinha aberto três portas”, lembra o proprietário. 

Além de saber cozinhar, Patorroco também é conhecido por cumprimentar todos os clientes de mesa em mesa e já cozinhou no meio do bar para quem queria aprender algumas receitas. “Era a ‘Terça com bate-papo na cozinha’. Isso deu tão certo que, depois, algumas pessoas me ligavam para tirar dúvidas de receitas que queriam aprender. Criamos uma relação muito legal com os clientes, que já podem ser considerados parte da família”, conta orgulhoso.

O estabelecimento recebe gente de todas as idades, todos os dias, mas, de acordo com Patorroco, com algumas particularidades. “Quinta-feira é dia da paquera no bar, já que muitos jovens nos visitam. Sexta-feira é dia de happy hour, e sábado, à noite, é para os namorados. Os clientes têm a sensação de estar na varanda da casa deles, de tão familiar que é”, afirma.

Convite para o Comida di Buteco

A fama do bar foi se espalhando e o número de frequentadores aumentou tanto que o Patorroco foi convidado a participar do Festival Comida di Buteco, em 2005. “De três portas, passamos para seis. Desde então, o bar vem crescendo muito em função do Festival”.

Patorroco conta que isso se deve à visita de um dos responsáveis pelo concurso, Eduardo Maya. “Eu já conhecia o Eduardo por causa da turma do jipe. Quando ele veio ao bar, ele se encantou pelo petisco ‘Vatapato’ (vatapá feito de frango e ingredientes baianos) e nos convidou para participar do Festival”, conta.

Há seis anos participando do evento, Patorroco se orgulha por ter criado vários pratos que, além de saborosos, possuem nomes especiais. “Acarajé Mineiro, Caviar da Roça e, em 2010, Pato com pé na França. A gente sempre brinca com os nomes dos petiscos, mas todos são preparados com muito carinho para ter o melhor sabor”, revela.

Os jipeiros

Marcos é conhecido também por ser amante de aventuras. “Jipeiro em primeiro lugar, cozinheiro nas horas vagas”, brinca.  No estabelecimento, há várias fotos das trilhas que já fez com o jipe. Segundo ele, o grupo teve início no bar, onde os integrantes se encontravam para “trocar figurinhas”. “A turma do jipe é bem extensa e muito alegre”.

Atualmente, Patorroco é presidente do grupo e, por esse motivo, o bar se tornou um ponto de encontro off road. “Aqui as pessoas se encontram para falar sobre a paixão pelo jipe, marcar encontros e trilhas. Tudo acompanhado de um bom petisco, é claro”, completa Patorroco.

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