Menina do Céu, não é que isso virou forró?!

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A banda de forró que começou por acaso é sucesso nas casas de shows da capital mineira

Izabella Brant - créditos: www.meninadoceu.com.br
Izabella Brant - créditos: www.meninadoceu.com.br
Um ritmo que se dança a dois, ao som do triângulo, da sanfona e da zabumba. Uma banda que teve seu nome escolhido pelo dono de um trailer de sanduíche e pelos seus integrantes, que têm uma história em comum: amigos, irmãos e uma pitadinha de canto lírico. Assim se define a banda de forró Menina do Céu. Izabella Brant, vocalista, Theo, Túlio, Matheus e Marcelo se juntaram em BH para ganhar os palcos do forró. “Engraçado, porque não é uma música típica do sudeste, veio do nordeste, mas aqui, em Belo Horizonte, tem uma grande força. O forró encontrou o seu lugar aqui, foi muito bem acolhido. As pessoas saem para dançar em um ambiente tranquilo, não encontramos confusão. Todos os tipos de música têm seu espaço em BH”, comenta Izabella.

 

Antes de entrar para a banda, a vocalista fez canto lírico no Palácio das Artes. “Foi tudo por acaso. Eu estudei canto lírico mais de 15 anos e acho que é igual andar de bicicleta. Quando você aprende não esquece mais. Um dia, resolvi dar uma canja em um show de um amigo e deu certo. O pessoal falou que podia dar um samba, mas deu forró”, conta. “Começamos a nos apresentar em um lugar tradicional, o Recanto da Seresta, em Santa Tereza, e o sucesso apareceu”, completa.

 

O nome "Menina do Céu" veio com uma ajuda especial. Segundo Izabella, o grupo passou dias pensando em um nome, mas nada. "Um dia antes da estreia, eu e o Theo fomos comer um sanduíche, depois de um show, no trailer do Baiano, um amigo nosso. Cheguei lá e pedi a ele uma sugestão de nome, pois já estávamos desesperados. Ele então virou para nós e disse: 'Menina do céu, sabe que eu não sei!'. E foi assim que o nome surgiu.”

 

A partir daí o primeiro público a ser conquistado foram os universitários que, até hoje, formam grandes filas nas casas de shows. Essas casas funcionam quase todos os dias da semana na capital mineira e já têm o seu público cativo. “Em Belo Horizonte, a música é muito bem recebida, onde quer que seja. Fazemos o forró, mas acaba que abrimos um pouco o leque. A música brasileira é tão rica, que ficar só no forró é até injustiça com os outros ritmos. Como sempre há espaço, tocamos um pouquinho de tudo”. Além do forró, Izabella canta rock, MPB e até ópera. “A escolha do repertório da banda vai desde novas composições, canções de outros artistas que a gente toca e que o público gosta. É um balaio, uma misturinha”.

 

Creditos: www.meninadoceu.com.br
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Eu amo BH e provo

Apesar de ser carioca, a vocalista faz questão de levar o nome de BH por onde vai. Ela foi convidada para participar da campanha de valorização da cidade “Eu amo BH radicalmente e provo”, juntamente com outros artistas mineiros, como a banda Tianastácia. “Eu amo BH tão radicalmente que me convidaram e eu participei com muito orgulho, tanto que participei também do BH Espera por você. Falar sobre BH é muito fácil. Sempre tive um pezinho em Minas, por causa da família de minha mãe. Belo Horizonte tem um jeitinho de casa de vó. Sabe aqueles lugares que acolhem bem a gente, com comidinhas gostosas, com boas histórias? Mineiro é muito receptivo, faz questão de mostrar a cidade onde mora. É uma gracinha”.

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CASAS DE FORRÓ

Em Belo Horizonte o que não faltam são casas e festivais de forró.  Os forrozeiros de plantão da capital mineira sempre encontram um lugar especial para dançar o ritmo nordestino.

Destaque para um dos mais tradicionais festivais de BH, o "Forr... Clique aqui para ler mais sobre.

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CASAS DE FORRÓ

Em Belo Horizonte o que não faltam são casas e festivais de forró.  Os forrozeiros de plantão da capital mineira sempre encontram um lugar especial para dançar o ritmo nordestino.

Destaque para um dos mais tradicionais festivais de BH, o "Forró da Melancia", que acontece no Lapa Multshow, uma vez por ano.

O evento surgiu no verão de 2001, em Dunas de Itaúnas, Espírito Santo, onde as noites de forró nunca acabavam antes das 6h da matina. Com o decreto de uma lei municipal daquela cidade, os organizadores foram obrigados a encerrar a festa às 5h. Depois que os shows acabavam, os forrozeiros procuravam pela cidade alguma casa com forró para continuar dançando. Até que alguns representantes do site Forronautas resolveram o problema: ligaram um som portátil na energia elétrica fornecida por um carrinho de melancia para continuar a festa. Por isso, o nome “Forró da Melancia”.

A partir de então, os forrozeiros de Belo Horizonte organizaram o festival na capital mineira. A regra é dançar forró a noite inteira acompanhado, é claro, da melancia para repor as energias dos forrozeiros. O evento tem como objetivo promover o intercâmbio entre músicos, DJs e forrozeiros. O "Forró da Melancia" geralmente acontece durante três dias do mês de outubro e conta com várias bandas (cerca de 20), mais convidados, e é um dos poucos que ainda existe no Brasil, recebendo caravanas de vários locais do país.

Casas de Forró

- Forró do observatório: Localizado em um dos pontos mais altos da cidade, é um dos locais mais procurados pelos forrozeiros aos domingos. Detalhe para a vista panorâmica da capital.

- Espaço Brasil: Casa de dança que durante a semana é uma academia e aos domingos se transforma em casa de forró. O piso é feito de madeira, que ajuda na dança. 

- Flashback: Uma das casas de forró mais tradicionais, localizada na Avenida do Contorno. O forró acontece sempre nas sextas-feiras e o número de frequentadores é grande todas as semanas.

- Forró do Baú: Casa de forró que abre sempre as quartas-feiras e tem shows ao vivo aos domingos.

- Hard Rock Café: Promove shows ao vivo de forró durante os fins de semana. A casa tem um grande espaço, o que facilita para quem quer dançar.

- Cervejaria Oficial: Casa de dança localizada no bairro Prado. O forró é sempre nas terças-feiras e o público do local é cativo.

- Lapa Multshow: Casa de show de grande espaço, localizado onde era o antigo cinema de Santa Efigênia. Promove grandes shows de forró, inclusive o Forró da Melancia.

- Pé Descalço: Academia de dança que se torna casa de forró todas as sextas feiras.

- Recanto da seresta: Um local tradicional entre os forrozeiros. O lugar já serviu de palco para bandas como Menina do Céu e Trio Dona Zefa. É localizado em um sobrado, na Praça de Santa Tereza, possui uma rústica decoração.

-Utópica marcenaria: casa de shows. O forró acontece sempre aos domingos e o público se divide com o público do Observatório, já que é sempre no mesmo horário.

-Ziriguidun: uma das casas mais antigas da capital mineira. Foi fundada pelo primeiro DJ que começou com o forró em BH: Eduardo Azevedo.

 

Mais informações: www.bhforro.com.br

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