BH proporciona música erudita a todos

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Orquestras Sinfônica e Filarmônica e o Coral Lírico de Minas Gerais são destaques em Belo Horizonte

Sons refinados e elegantes que remetem à tranquilidade. Essa é a sensação que normalmente as pessoas sentem ao escutar a música erudita. Um conjunto de variados estilos, que vão desde o canto gregoriano até as sinfonias e sonatas clássicas, todos muito bem elaborados, estão presentes em diversos eventos de Belo Horizonte.

Na capital mineira, concertos, shows, apresentações e concursos levam ao público de todas as classes sociais um maior conhecimento dos tipos de música. “Belo Horizonte é uma cidade musical”, afirma Claudia Malta, diretora artística da Fundação Clóvis Salgado. Segundo ela, em 1940, já existiam na cidade grupos de pessoas que cantavam e promoviam eventos orquestrais. Atualmente, o erudito vem sendo divulgado em parques e teatros com repertórios cada vez mais prestigiados pela população.   

Orquestras renomadas e reconhecidas no Brasil, como a Orquestra Sinfônica, a Orquestra Filarmônica e o Coral Lírico de Minas Gerais, fazem parte do cenário musical erudito em Belo Horizonte.“Minas é um grande celeiro para a música. Existe aqui um bom gosto para apreciar o erudito. A orquestra é o melhor meio de levar esse estilo ao público”, diz Malta.

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG)

Passear com a família no parque, na manhã de domingo, sentir o ar puro e a tranquilidade das áreas verdes e, por fim, assistir a uma bela apresentação da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Parece até coisa de cinema, mas não é. Em Belo Horizonte, entre os meses de julho e setembro acontecem os Concertos no Parque. O evento é realizado sempre em um domingo de cada mês e tem como principal objetivo levar a música erudita gratuitamente a todas as pessoas da cidade.

De acordo com Roberto Tibiriçá, o cenário da música clássica na capital mineira é surpreendente. “As pessoas buscam novos sons e uma nova cultura a cada dia, não só os adultos como os jovens estão se mostrando cada vez mais interessados, formando novas plateias para assistir aos concertos. É muito importante esse movimento musical com a juventude em BH.”

Com o intuito de levar a boa música a todos, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais promove concursos, entre eles o Concurso para Jovens Solistas. Lucas Barros, de apenas 13 anos foi um dos vencedores na categoria cordas. Começou a estudar com nove anos de idade, sendo que já tinha a influência de toda sua família, composta por músicos. “Tocar em uma orquestra, mesmo sem tanta experiência, é uma honra. É muito importante para meu currículo também”, afirma o violoncelista.

Lucas se apresentou, em junho, no primeiro concerto de 2010, no Grande Teatro do Palácio das Artes. Sob regência do maestro Roberto Tibiriçá, o jovem interpretou a obra “Concerto para violoncelo nº 1 em Lá menor, Op.33”, do compositor Saint-Saëns.

A Sinfônica foi criada em 1976 e desde então divulga o som erudito para todo o país, atuando em óperas, balés, concertos, apresentações ao ar livre, com um repertório que abrange do barroco ao contemporâneo. Ao todo, fazem parte quarenta músicos profissionais, sendo que seus regentes titulares são os maestros Wolfang Groth, Sérgio Magnani, Marcelo Ramos e Roberto Tibiriçá.  

Em 2010, a OSMG participou de um grande espetáculo: a ópera “La Traviata” e já possui agendados projetos consolidados, como os Concertos Didáticos, Concertos no Parque, série Sinfônica no Museu (Inimá de Paula) e o ballet Dom Quixote, que acontecerá em novembro de 2010.

Orquestra Filarmônica e Coral Lírico de Minas Gerais

Com estreia em 2008, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais é formada por instrumentistas de todo o mundo e já é destaque não só em Minas como em todo o país. Sua missão é “oferecer ao público um trabalho de excelência artística”. A temporada 2010 conta com apresentações de artistas como Nelson Freire, Maria João Pires, Antonio Meneses e os regentes Raymond Leppard, Yoav Talmi, Marzio Conti, Roberto Minczuk e Roberto Tibiriçá.

Já o Coral Lírico de Minas Gerais, com 50 integrantes, apresenta em seu repertório desde a renascença até o moderno, óperas, oratórios barrocos a concertos e corais sinfônicos. Já recebeu importantes prêmios e convites para atuar ao lado das principais orquestras brasileiras, entre elas a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Orquestra Filarmônica e Sinfônica de Minas Gerais. Outra participação foi no Projeto de Interiorização da Cultura, que leva as vozes do coral às cidades do interior de Minas.

O grupo possui um CD gravado com o Ofício de Trevas, do compositor colonial mineiro José Maria Xavier. Em sua trajetória, o Coral Lírico teve como regentes os maestros Luiz Aguiar, Marcos Thadeu Miranda Gomes, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Ângela Pinto Coelho, Marcio Miranda Pontes, Eliane Fajioli, Silvio Viegas, Charles Roussin, Afranio Lacerda e vários maestros convidados.

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