Casa do baile

Situada numa pequena ilha artificial ligada por uma pequena ponte de concreto à orla, a Casa do Baile foi inaugurada em 1943 para abrigar um pequeno restaurante, um salão com mesas, pista de dança, cozinhas e toaletes. Com a finalidade de criar na Pampulha um centro de reuniões populares, a Prefeitura fez o Edifício do Baile, local destinado à valorização artística da Pampulha e à função social de divertiro povo.
Como espaço de lazer e entretenimento nas noites belo-horizontinas, a Casa do Baile logo se tornou palco de atividades musicais e dançantes,frequentadas pela sociedade mineira. A proibição do jogo em 1946, resultou no fechamento do Cassino, atual Museu de Arte da Pampulha (MAP), refletindo sobre a vizinha Casa do Baile, que também foi obrigada a encerrar suas atividades em 1948. A partir desta data, sob a administração da Prefeitura, o espaço foi utilizado para variados fins comerciais. Nos anos 80, funcionou como anexo do Museu de Arte da Pampulha, restaurante e acabou novamente fechada. Como reconhecimento de sua importância para a identidade cultural do país, a edificação mereceu o tombamento em esfera federal, estadual e municipal.
Em 2002 a Casa do Baile foi reaberta após sua restauração, realizada sob a coordenação do próprio Oscar Niemeyer,com novos sistemas de climatização e iluminação. Seus jardins também passaram por um processo de revitalização obedecendo à intenção paisagística da proposta original de Burle Marx.
 
Projeto Arquitetônico
Parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, a Casa do Baile foi reaberta em dezembro de 2002, transformada em Centro de Referência de Urbanismo, Arquitetura e do Design, ligado à Fundação Municipal de Cultura, que, por sua vez, é ligada à Prefeitura de Belo Horizonte.
A proposta desse Centro é organizar, documentar e valorizar tanto os espaços construídos e simbólicos da cidade, quanto objetos que se tornaram referência na vida cotidiana de nossa sociedade. Para tanto, o acesso democrático às informações relativas ao urbanismo, arquitetura e design torna-se fundamental para a valorização da identidade social dos belo-horizontinos.
A Casa recebe exposições temporárias, divulga publicações, desenvolve seminários, encontros e outros eventos relacionados às áreas pertinentes ao propósito do Centro. Possui um salão de 255m2, um auditório de 53 lugares com recursos multimídia, salas de apoio administrativo, ilha digital com os acervos documentais disponíveis a pesquisadores e ao público em geral.
 
 

informações do local
Endereço: Avenida Otacílio Negrão de Lima, 751
Telefone: 31 3277-7443
Horário de Funcionamento: 3ª das 9h às 21h, 4ª a dom. das 9h às 18h